Friday, February 18, 2011

Águas Turvas da Nestlè

                              Nestlé mata Água Mineral SãoLourenço

                              As águas turvas da Nestlé.

                              Há alguns anos a Nestlé vem utilizando os poços de água mineral de São Lourenço para fabricar água marca PureLife. Diversas organizações da cidade vêm combatendo a prática, por muitas razões.

                              As águas minerais, de propriedades medicinais, e baixo custo, eram um eficiente e barato tratamento médico para diversas doenças, que entrou em desuso, a partir dos anos 50, pela maciça campanha dos laboratórios farmacêuticos para vender suas fórmulas químicas através dos médicos. Mas o poder dessas águas permanece. Médicos da região, por exemplo, curam a anemia das crianças de baixa renda apenas com água ferruginosa.

                              Para fabricar a PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à saúde, desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente. A desmineralização de água é proibida pela Constituição.

                              Cientistas europeus afirmam que nesse processo a Nestlé desestabiliza a água e acrescenta sais minerais para fechar a reação. Em outras palavras, a PureLife é uma água química. A Nestlé está faturando em cima de um bem comum, a água, além de o estar esgotando por não obedecer às normas de restrição de impacto ambiental, expondo a saúde da população a riscos desconhecidos. O ritmo de bombeamento da Nestlé está acima do permitido.

                              Troca de dutos na presença de fiscais é rotina. O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos. A extração em níveis além do aceito está comprometendo os poços minerais, cujas águas têm um lento processo de formação.

                              Dois poços já secaram. Toda a região do sul de Minas está sendo afetada, inclusive estâncias minerais de outras localidades. Durante anos a Nestlé vinha operando, sem licença estadual. E finalmente obteve essa licença no início de 2004.

                              Um dos brasileiros atuantes no movimento de defesa das águas de São Lourenço, Franklin Frederick, após anos de tentativas frustradas junto ao governo e imprensa para combater o problema, conseguiu apoio, na Suíça, para interpelar a empresa criminosa. A Igreja Reformista, a Igreja Católica, Grupos Socialistas e a ong verde ATTAC uniram esforços contra a Nestlé, que já havia tentado a mesma prática na Suíça.

                              Em janeiro deste ano, graças ao apoio desses grupos, Franklin conseguiu interpelar pessoalmente, e em público, o presidente mundial do Grupo Nestlé. Este, irritado, respondeu que mandaria fechar imediatamente a fábrica da Nestlé em São Lourenço.

                              No dia seguinte, o governo de Minas (PSDB), baixou portaria que regulamentava a atividade da Nestlé. Ao invés de multas, uma autorização, mesmo ferindo a legislação federal. Sem aproveitar o apoio internacional para o caso, apoiou uma corporação privada de histórico duvidoso. Se a grande imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto foi publicado em jornais de vários países, além de duas matérias de meia hora na televisão.

                              Em uma dessas matérias, o vereador Cássio Mendes, do PT de São Lourenço, envolvido na batalha contra a criminosa Nestlé, reclama que sofreu pressões do Governo Federal (PT), para calar a boca.

                              Teria sido avisado de que o pessoal da Nestlé apoia o Programa Fome Zero e não está gostando do barulho em São Lourenço.

                              Diga-se também que a relação espúria da Nestlé com o Fome Zero é outro caso sinistro.

                              A empresa, como estratégia de marketing, incentiva os consumidores a comprar seus produtos, alegando que reverte lucros para o Fome Zero.

                              E qual é a real participação da Nestlé no programa? A contratação de agentes e, parece, também fornecendo o treinamento.

                              Sim, a famosa Nestlé, que tem sido há décadas alvo internacional de denúncias de propaganda mentirosa, enganando mães pobres e educadores para a substituição de leite materno por produtos Nestlé, em um dos
maiores crimes contra a humanidade.

                              A vendedora de leites e papinhas "substitutos" estaria envolvida com o treinamento dos agentes brasileiros do Fome Zero, recolhendo informações e gerando lucros e publicidade nas duas pontas do programa: compradores desejosos de colaborar e famintos carentes de comida e informação. Mais preocupante: o Governo Federal anuncia que irá alterar a legislação, permitindo a desmineralização "parcial" das águas. O que é isso? Como será regulamentado?

                              Se a Nestlé vinha bombeando água além do permitido e a fiscalização nada fez, como irão fiscalizar a tal desmineralização "parcial"? Além do que, "parcial" ou "integral", a desmineralização é combatida por cientistas e pesquisadores de todo o mundo.

                              E por que alterar a legislação em um item que apenas interessa à Nestlé?

                              O que nós cidadãos ganhamos com isso?

                              É simples, Sabemos que outras empresas, como a Coca-Cola, estão no mesmo caminho da Nestlé, adquirindo terrenos em importantes áreas de fontes de água. É para essas empresas que o governo governa?

Monday, July 12, 2010

Curso de Educação Ambiental


O Laboratório ETTERN/IPPUR/UFRJ promoverá de agosto a novembro de 2010 o curso de extensão “Educação Ambiental Crítica para a Baixada Fluminense: A Ecologia Política dos Recursos Hídricos”, em parceria com o LIEAS/Faculdade de Educação/UFRJ, o NEC/Faculdade de Educação da Baixada Fluminense/UERJ, NIESBF/Faculdade de Educação da Baixada Fluminense/UERJ, o ACES/Universidade de Aberdeen (Reino Unido) e a SME/Caxias, sob a coordenação geral do Professor Dr. Henri Acselrad. O curso será gratuito e terá como público-alvo prioritariamente professores do ensino fundamental e médio, com regência de sala de aula em escolas da Baixada Fluminense (da rede pública e privada), sendo também aceitos profissionais, estudantes e representantes de movimentos sociais atuantes na região em áreas relacionadas ao tema do curso. O diálogo entre esses distintos atores sociais é considerado relevante para os objetivos do curso, quais sejam:

● Atualização e formação continuada de professores em educação ambiental crítica.

● Avaliação dos problemas de gestão de recursos hídricos e meio ambiente, na perspectiva da Ecologia Política, no contexto da Baixada Fluminense.

● Construir com os alunos a aplicação de metodologias envolvendo educação ambiental crítica nas escolas e em outros espaços em que atuam.

● Fornecer supervisão à aplicação das estratégias desenvolvidas no curso nas escolas.

 Os trabalhos serão divididos em encontros presenciais e atividades à distância, inclusive acompanhamento/apoio aos discentes em atividades relacionadas ao curso em seus locais de trabalho. A carga horária total do curso será de 120h para os que desejarem apresentar monografia e 80h para os que não apresentarem.

    As inscrições estão previstas para o período de 23 de junho a 08 de julho e deverão ser feitas através do formulário disponível neste site.
Clique aqui para fazer sua INSCRIÇÃO. 
 Haverá uma seleção entre os inscritos, para um total de 50 vagas. O resultado da seleção será divulgado em julho. As aulas acontecerão aos sábados, nos seguintes dias/horários:


07/08 - 9h às 16h – Introdução  /  Ecologia política  /  Justiça ambiental
14/08 - 9h às 13h – Ecologia política dos recursos hídricos (referência a exemplos brasileiros e internacionais)
21/08 - 9h às 13h – Problemática de gestão ambiental e de recursos hídricos na Baixada Fluminense
28/08 - 9h às 16h – Saída de campo
11/09 - 9h às 16h – Educação ambiental crítica
18/09 - 9h às 13h – Movimento social e políticas públicas
25/09 - 9h às 13h – Educação ambiental na sala de aula e sua articulação com a sociedade
Período de acompanhamento supervisionado dos participantes em suas atividades pedagógicas em sala de aula

16/10 – 9h às 16h - Saída de campo opcional

19/10 – Prazo para entrega da monografia (artigo)

23/10 - 9h ás 16h – Apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelos participantes em sala de aula
27/11 - 9h ás 13h – Cerimônia de encerramento entrega dos certificados e confraternização

OBS: Está prevista uma segunda aula de campo (opcional) para o dia 16/10.

Maiores informações pelo e-mail extensão@ippur.ufrj.br

Friday, June 11, 2010

Um Mundo sem Violência


A previsão é de que a populção mundial chegue a 9.1 bilhões de pessoas em 2050 e o apeite por carne e laticínios é insustentável, diz o relatório do programa ambiental da ONU (UNEP).
A agricultura, particularmente produtos de carne e laticínios, é responsável pelo consumo de cerca de 70% da água doce do mundo, 38% do uso de terra e 19% das emissões de gases estufa, diz o relatório que foi lançado para coincidir com o dia do meio ambiente (05 de junho).
Diz o relatório: “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam sustancialmente devido ao crescimento da população e o crescimento do consumo de produtos animais. Ao contrário dos combustíveis fósseis, é difícil produzir alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial de impactos somente seria possível com uma mudança de dieta, eliminando produtos animais.”
O painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com  mais crescimento econômico, eles disseram.
Professor Edgar Hertwich, o principal autor do relatório, disse: “Produtos animais causam mais dano que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. Biomassa e plantações para animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fóssil.”
Ernst von Weizsaecker, um dos cientistas que lideraram o painel, disse: “Crescente afluência está levando a um maior consumo de carne e laticínios – os rebanhos agora consomem boa parte das colheitas do mundo e, por inferência, uma grande quantidade de água doce, fertilizantes e pesticidas.”


Fonte: Guardian
Fonte: http://www.portaldomeioambiente.org.br/saude-e-meio-ambiente/4305-onu-recomenda-dieta-vegana-para-combater-mudanca-climatica.html

Wednesday, June 02, 2010

Delirante Ateista


Richard Dawkins passou grande parte do ano passado pensando em Deus. Em janeiro, estrelou um programa televisivo sobre Deus e a religião: The Root of All Evil? [“Raiz de todos os males?”]. Deus foi um assunto constante na sua nova página oficial. Dawkins brigou com Deus no rádio, falou de Deus para a revista TIME; chegou mesmo a ler um livro sobre Deus em público e em voz alta.

O livro, evidentemente, era o seu próprio: The God Delusion [traduzido no Brasil como Deus, um delírio]. Dawkins descreve-o como sendo “provavelmente a culminância” da sua guerra contra a religião. Embora seja um catatau de 416 páginas, trata-se de uma leitura fácil e, poderíamos dizer, leve. Há nele poucas coisas que Dawkins não tenha dito antes. O estilo é despojado e a estrutura, concisa.

O autor começa por isentar cientistas como Einstein de quaisquer suspeitas acerca de crenças religiosas e também por condenar o lugar privilegiado que a religião ocupa na sociedade. Depois, argumenta contra o agnosticismo, baseando-se na idéia de que a “hipótese Deus” é científica e, portanto, empiricamente verificável. Os dois capítulos subseqüentes são dedicados a desmontar os argumentos favoráveis à existência de Deus. Um deles trata do argumento ontológico, da primeira via de São Tomás e de diversos argumentos psicológicos; o outro detém-se exclusivamente no argumento do design inteligente.

Dawkins foca a sua atenção na religião em geral. Medita sobre as possíveis razões para a ubiqüidade da religião nas sociedades humanas e tenta explicar o sentido moral por meio do conceito darwiniano de seleção natural. Nos três capítulos seguintes, parte para a ofensiva: diz que os preceitos religiosos são imorais, que as crenças religiosas causaram a maioria dos problemas do mundo; chama de abuso mental a educação das crianças numa fé específica. O capítulo final traz a visão de Dawkins sobre o modo como a ciência pode ocupar o papel inspirativo que teria sido usurpado pela religião.

Se encarado como um trabalho sério, o livro tem poucos méritos. Há poucas referências diretas a textos de filosofia e teologia (ou mesmo de ciência, diga-se de passagem). Os argumentos mais ricos e conhecidos são os que menos atenção recebem: dedicam-se apenas três páginas a Tomás de Aquino. O tom de conversa confere ao texto clareza pelo preço da superficialidade; Dawkins esgrime abundantes metáforas, mas poucos argumentos. Atua como um franco-atirador. Se as pessoas acreditassem realmente em Deus, não se sentiriam tristes quando estão para morrer. O Deus do Antigo Testamento é “ciumento, mesquinho, injusto, implacável, opressor; um genocida vingativo e sedento de sangue”... (esse epítetos continuam por várias linhas). A maior parte do livro é constituída por episódios pessoais, piadas engraçadinhas sobre fundamentalistas cristãos, terroristas islâmicos e devoções populares católicas, e há ainda histórias de terror sobre o fanatismo religioso.

Popularidade e persuasão

Por outro lado, é quase certo que Dawkins não quis escrever um trabalho acadêmico. Afinal, ele ocupa a cátedra Charles Simonyi para a Compreensão Pública da Ciência, e “compreensão pública”, para Dawkins, significa somente duas coisas: popularidade e persuasão.

É certo que The God Delusion se tornou popular. Atingiu o segundo lugar na lista de mais vendidos da Amazon.com e atualmente o nono na seção de não-ficção em capa-dura do New York Times. Contudo, a obra deve ser vista num contexto mais amplo. Trata-se de um livro essencialmente moderno. Teve o seu terreno preparado pela série de TV The Root of All Evil? Foi inflado por uma legião de blogueiros e pela página oficial de Dawkins. Chegou tempestuosamente às prateleiras, “cheio de som e fúria”. Particularmente, eu estava esperando também bonés e adesivos de carro promocionais.

A personalidade e a posição de Dawkins asseguraram a popularidade de The God Delusion. E quanto à persuasão? Em primeiro lugar, deixemos claro que Dawkins queria uma persuasão de tipo psicológico. O autor diz explicitamente que deseja conscientizar o público para quatro pontos: a força da seleção natural como ferramenta de explicação do mundo; a educação religiosa como abuso infantil; a possibilidade de se ser feliz, equilibrado, e realizado moral e intelectualmente como ateu; e o “orgulho ateu” como um contraponto da perseguição aos ateus. Dawkins quer que as pessoas “enredadas na religião” sejam capazes de “sair do armário” e assumir o seu ateísmo.

Nesse sentido, o livro pode ser visto como um tipo de guia de auto-ajuda para ateus. O subtítulo poderia ser: Como eu descobri o ateísmo e como você também pode fazê-lo. Há um apêndice com entidades de apóio àqueles que precisam de “ajuda para escapar da religião”. Só faltou mesmo uma seção de encontros (ateu de 40 anos procura uma companheira…). Embora Dawkins ache a idéia do culto à personalidade algo “altamente indesejável”, conforme disse ao Sunday Times, o seu livro está abarrotado de episódios pessoais e risonhas digressões em louvor da sagacidade coletiva do autor e dos seus pares intelectuais. Espera-se que nos sintamos privilegiados por captar esse lampejo do sutil intelecto da elite evolucionista. Mas será que isso persuade alguém?

A seleção natural mal aplicada

A seleção natural é uma teoria extremamente poderosa e Richard Dawkins nutre uma paixão incomum por expressá-la. Ainda assim, cai numa redundância insolúvel ao aplicá-la à filosofia. Veja-se, por exemplo, a maneira como trata da moral. Sustenta que temos códigos morais porque estes foram uma vantagem seletiva no passado. Como sabemos que os códigos morais eram uma vantagem seletiva? Porque nós os temos. Expressando em silogismo:

1) Os códigos morais existem porque sobreviveram e foram bem-sucedidos.

2) Os códigos morais que sobreviveram e foram bem sucedidos existem.

3) Logo, os códigos morais existem porque existem.

Ficamos, portanto, com uma moral que tínhamos de ter: uma conclusão redundante e determinista. (Curiosamente, Dawkins simplesmente “não está interessado” no tema do livre arbítrio.) A mesma conclusão inadequada vale para as suas aplicações da seleção natural a todos os fenômenos metafísicos: Deus, a causalidade, a verdade e a própria existência. A seleção natural por si só não é capaz de explicar o "porquê" de nada.

A próxima conscientização de Dawkins – “não existe essa história de crianças cristãs” – é uma simples manifestação do seu preconceito anti-religioso. Ele admira-se de uma criança religiosa não seja considerada algo tão odioso como o seria uma “criança marxista” ou mesmo uma “criança atéia”. Será que a existência de crianças “inglesas” ou “indianas” o deixa igualmente nervoso? E um “criança judia”? E a “criança aborígene”? No fundo, Dawkins esconde o seu objetivo real – descolar a religião da identidade cultural – com uma acusação sentimental de abuso infantil. (Um dos subtítulos leva o tocante nome de “Em defesa das crianças”).

Acaso o livro de Dawkins atinge a sua meta principal? Fomenta o “orgulho ateu” e ajuda as pessoas que têm fé e inteligência a “saírem do armário”? Parte da resposta ainda está para ser vista. Uma outra parte, pequena, é evidente: as pessoas que concordam com Dawkins provavelmente vão achar o livro engraçado, e talvez desenvolvam um pouco de orgulho. O mais provável é que se tornem arrogantes.

A síndrome da torre de marfim

Pouquíssimas pessoas estão dispostas a seguir Dawkins sem restrições. Isso que ele poderia chamar de “destino solitário de um pioneiro intelectual” pode ser simplesmente a síndrome da torre de marfim. A revista The Economist foi uma das suas poucas fontes de apoio integral – o que não é surpresa. Mas o aliado mais próximo de Dawkins, Daniel Dennett, enxerga alguma utilidade na religião, e não está convencido de que ela devesse “votada à extinção”. O físico Lawrence Krauss, na revista Nature, desejou que o autor “não fosse além das suas forças” e evitasse fazer sermões. O marxista Terry Eagleton descreve Dawkins como alguém “assombrosamente sacana..., teologicamente analfabeto” que nem sequer fala por todos os ateus. Na verdade, Dawkins seria apenas um representante “da classe média liberal e racionalista da Inglaterra”.

Richard Kirk faz a crítica mais destrutiva do livro, ao qualificá-lo de “um exemplo de descaso..., uma diatribe gárrula e mal editada”. A crítica constante é de que Dawkins não conhece o seu inimigo; antes, põe um espantalho no seu lugar. Mas isso não é tudo. Dawkins confecciona um espantalho, mas acerta a sua lança nos blocos de feno que estão no cercado. Depois, pragueja contra o capataz que pôs o feno ali e castiga o gado por ter causado um alvoroço. Um exemplo desse seu comportamento quixotesco é o seu argumento central. Dawkins acredita que a assim chamada “hipótese Deus” – a de que “existe uma inteligência sobre-humana e sobrenatural que projetou e criou deliberadamente o universo e tudo o que ele contém, inclusive nós” – é cientificamente suscetível de ser verificada. Ciência, no sentido moderno, é o estudo das coisas naturais ou físicas. Pois então como pode verificar uma hipótese que é, por definição, sobrenatural e metafísica?

Dawkins, na verdade, não acredita que Deus é cientificamente verificável. Mas não admite nenhuma epistemologia além da ciência. O seu raciocínio pode ser resumido da seguinte maneira: não existe realidade imaterial, portanto Deus não existe. Não é de admirar que ele “não esteja interessado” no livre arbítrio, ou na razão da existência da própria matéria. Dawkins não esclarece nenhum problema filosófico real. É um positivista démodé que tem preconceito contra a metafísica; a sua verdadeira querela deveria ser com os estruturalistas e desconstrucionistas, pois foram eles que conduziram o positivismo à sua conclusão lógica e, para Dawkins, indesejada. Mas ele, evidentemente, não se incomoda com isso; toca o tema apenas de passagem ao qualificá-lo de “alta francofonia”.

Dawkins acredita que a maior partes das pessoas estaria delirando, mas alguém poderia perguntar se Dawkins está assim tão sóbrio. As suas afirmações acerca de perseguição e marginalização soam suspeitosamente como paranóia, a sua verborréia nauseabunda beira a obsessão, e ele demonstra uma profunda ausência de noção acerca da sua competência filosófica, ou melhor, da sua falta de competência filosófica. Este livro pode fazer Dawkins perder mais amigos do que ganhá-los. Pode ser que em breve ele esteja navegando sozinho – rumo a quem sabe onde – com a sua própria carga de delírios. Pelo menos, ainda poderá rir das suas próprias piadas.


Ganância e Destruição na Política Econômica Cega


Florestas em perigo


Você acredita que o agronegócio é o responsável por revisar o Código Florestal Brasileiro? Por mais absurdo que isso pareça, é o que vem acontecendo no congresso.

Um grupo de ruralistas está tentando destruir a legislação ambiental, reduzindo dramaticamente o tamanho das reservas ambientais. Isso lhes daria o direito de cortar 30% mais árvores na Amazônia e daria anistia a crimes ambientais. Nós precisamos mostrar nossa indignação e dizer a eles que o Brasil precisa de mais preservação, e não de desmatamento! Assine a petiçåo para salvar o Código no link abaixo:

http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/98.php?cl_taf_sign=6bv44er8


Para mais informações leia o alerta completo abaixo.

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Próxima terça-feira dia 1 de junho nossas florestas irão sofrer um ataque perigoso – deputados da “bancada ruralista” irão introduzir uma proposta para destruir o nosso Código Florestal, tentando reduzir dramaticamente as áreas protegidas, incentivando o desmatamento e crimes ambientais.

O que é mais revoltante, é que os responsáveis por revisar essa importante lei são justamente os ruralistas, representantes do grande agronegócio. É como deixar a raposa cuidando do galinheiro!

Há um verdadeiro risco da Câmara aprovar a proposta ruralista – mas existem também alguns deputados que defendem o Código e outros estão indecisos. Nos próximos dias, uma mobilização massiva contra tentativas de alterar o Código, pode ganhar o apoio dos indecisos. Vamos deixar claro para os nossos deputados que nós brasileiros estamos comprometidos com a proteção dos nossos recursos naturais – clique abaixo para assinar a petição em defesa do Código Florestal e depois encaminhe esta mensagem par os seus amigos:

http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/98.php?cl_taf_sign=6bv44er8

Enquanto o mundo todo está discutindo como preservar nossas florestas para futuras gerações, um grupo de deputados está fazendo exatamente o contrário: estão tentando entregar as nossas florestas para os responsáveis pela devastação e desmatamento do Centro-Oeste e da Amazônia. As alterações servem apenas para os latifúndios se expandirem mais, se houvesse uma revisão no Código, deveria ser para fortalecer proteções ao meio ambiente e apoiar pequenos produtores, e não para enriquecer o agronegócio.

As propostas absurdas

* Reduzir a Reserva Legal na Amazônia de 80% para 50%
* Reduzir as Áreas de Preservação Permanente como margens de rios e lagoas, encostas e topos de morro:
* Anistia aos crimes ambientais, sem tornar o reflorestamento da área uma obrigação
* Transferir a legislação ambiental para o nível estatal, removendo o controle federal

Essa não é uma escolha entre ambientalismo e desenvolvimento, um estudo recente mostra que o Brasil ainda tem 100 milhões de hectares de terra disponíveis para a agricultura, sem ter que desmatar um único hectare da Amazônia.

A proteção das floretas e comunidades rurais depende do Código Florestal, assim como a prevenção das mudanças climáticas e a luta contra a desigualdade do campo. Assine a petição para salvar o Código Florestal e depois divulgue!

http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/98.php?cl_taf_sign=6bv44er8

Estamos de mãos atadas, pois os interesses são impostos para nós como se não tivéssemos outra alternativa de escolha. Morrer ou destruir...


Friday, February 19, 2010

Is the BBC Marginalising Religion?

The media’s coverage of religion and Christianity, in particular, has been in the headlines during the past couple weeks.

It all started on 6 February with a report in The Sunday Telegraph that the BBC’s Head of Religion and Ethics had accused the Church of England of ‘living in the past’. Aaqil Ahmed was responding to the news that the Synod of the Church of England was going to debate on Wednesday a motion criticising the BBC for its treatment of Christianity. Mr Ahmed added: ‘I think all the faiths should be treated in the same way. I don't believe in treating any faith differently.’

On 10 February, Mr Ahmed debated the issue with Nigel Holmes, a lay member of the General Synod and a former religion producer at BBC Cumbria, on BBC Radio Four’s Today programme. In the discussion Mr Ahmed admitted that that the corporation’s television coverage of Good Friday 2009 ‘could have been better’. However, he argued that the BBC ‘did listen’ and said that this year’s Easter output would be better. On Wednesday afternoon Synod voted to express ‘deep concern’ about a drop in religious programmes on British television but drew back from targeting the BBC directly for criticism.

So, what are the facts of the matter?

In the first place, it’s clear that religious output on the BBC has fallen. To be exact, it’s fallen from 177 hours of religious programming on BBC television in 1987/88 to 155 hours in 2007/08 - a period during which the overall volume of programming has doubled. It’s difficult to establish precisely the changes in religious belief over this time period. It’s clear that there has been a decline in church attendance, but the 2001 census shows that people, voluntarily and in the privacy of their own homes, still chose to designate themselves in religious terms. In the census, Christianity is the major religion (71.6% of the population), followed by Islam (2.7%), Hinduism (1%), Sikhism (0.6%), Judaism (0.5%) and Buddhism (0.3%). Certainly the BBC’s religious coverage is more diverse today than in 1987/88, reflecting, in part, the growing presence of other religious faiths in society.

Secondly, the BBC spends far less on programmes dealing with religious and ethical issues than on entertainment shows that attract the same size of audience. Friday Night with Jonathan Ross regularly attracted a similar audience to Songs of Praise (4 million viewers). The difference is that Ross’ contribution was valued at £18 million. Songs of Praise presenters don’t get anything close to one million.

How then should we respond to these facts?

Firstly, there is no position of neutrality when it comes to programming. The BBC’s output reflects certain notions of what ‘good’ programming should look like. Of course, its understanding of the good might simply be based on securing as high an audience share as possible. However, the BBC as a publicly funded broadcaster has a wider role, which goes beyond the commercial. The Beeb, like charities, is required to demonstrate its public benefit.

Secondly, it is important that the BBC produces programmes that reflect the diverse interests and belief commitments of its audience. The BBC’s coverage of religion should broadly reflect the religious composition of society, but it’s important that the same approach is taken across all subjects including sport and DIY. If the Beeb did, there would be less time given in the schedules to these latter categories. Strikingly, more people watch Songs of Praise than Match of the Day.

Thirdly, it’s not the role of the BBC to ‘promote’ Christianity anymore than it’s the role of the BBC to ‘promote’ politics or the Arts or anything come to that. However, it is the role of the BBC to ensure that its ‘religious’ programmes promote religious literacy, and are well-informed and balanced. The level of religious illiteracy across the media is appalling and, despite the fact that the theory of secularisation (the idea that as society advances, religion retreats) is being widely discredited, it remains influential in media circles.

In the future, Christianity, and religion more generally, is set to play a more, not less, significant role in the world. The challenge for the media, government and all sectors of society is to understand religious faith better and ensure their activity reflects the reality of the world we live in, not the one that some would like to live in.

Tuesday, December 22, 2009

A violência no Biodiesel

Seu carro é movido a matança de vacas?

Se seu carro é movido a diesel, a resposta é sim.

Todo diesel hoje contém 2% de biodiesel e esse montante passará para 5% agora em Janeiro de 2010. O biodiesel é feito a partir óleos naturais e, portanto, traz várias vantagens em relação ao diesel feito de petróleo, em especial o fato de reduzir a poluição e de ser renovável. O problema, porém, é que uma das fontes de matéria prima para o biodiesel é o sebo bovino, ou seja, os dejetos da indústria de matança de vacas e bois.

Abaixo a tabela oficial do governo, da matéria prima usada na produção de biodiesel no Brasil até outubro de 2009.

Como podem ver, 15,5% do biodiesel é feito de sebo. Com B5 (5% de biodiesel misturado no diesel mineral), isso significa que a partir de Janeiro de 2010, seu carro a diesel estará rodando com 0,78% de matança bovina. Um karma pesado que ninguém merece! E fiquem atento, pois a meta final, para daqui a poucos anos, é o B20, 20% de biodiesel misturado no diesel mineral.

Eticamente é o equivalente do governo forçar você a comer carne. Apenas não estamos vendo, mas é consumo de carne do mesmo jeito. As implicações morais são as mesmas.

Espero que um dia alguém inicie uma campanha para banir o uso do sebo bovino do biodiesel.

fonte: amigos de krishna

Sunday, November 29, 2009

2012 - Falacy

SCIENTIFIC EXPERTS from around the world are predicting that five years from now, all life on Earth could well come to an end. Some are saying it'll be humans that would set it off. Others believe that a natural phenomenon will be the cause. And the religious folks are saying it'll be God himself who would press the stop button. The following are some likely arguments as to why the world would end by the year 2012.


Reason one: Mayan calendar

The first to predict 2012 as the end of the world were the Mayans.

Thousands of years ago they managed to calculate the length of the lunar moon as 329.53020 days, only 34 seconds out. The Mayan calendar predicts that the earth will end on December 21, 2012. Given that they were pretty close to the mark with the lunar cycle, it's likely they've got the end of the world right as well.

Reason two: Sun storms

Solar experts from around the world monitoring the sun have made a startling discovery. Our sun is in a bit of strife. The energy output of the sun is, like most things in nature, cyclic and it's supposed to be in the middle of a period of relative stability. However, recent solar storms have been bombarding the earth with lot of radiation energy. It's been knocking out power grids and destroying satellites. This activity is predicted to get worse and calculations suggest it'll reach its deadly peak sometime in 2012.



Reason three: The atom smasher

Scientists in Europe have been building the world's largest particle accelerator. Basically, its a 27 km tunnel designed to smash atoms together to find out what makes the universe tick. However, the mega-gadget has caused serious concern, with some scientists suggesting that it's properly even a bad idea to turn it on in the first place. They're predicting all manner of deadly results, including mini black holes. So when this machine is fired up for its first serious experiment in 2012, the world could be crushed into a super-dense blob the size of a basketball.

Reason four: The Bible says it

If having scientists warning us about the end of the world isn't bad enough, religious folks are getting in on the act as well. Interpretations of the Christian Bible reveal that the date for Armageddon, the final battle between good an evil, has been set for 2012. The I Ching, also known as the Chinese Book of Changes, says the same thing, as do various sections of the Hindu teachings.

Reason five: Super volcano

Yellowstone National Park in United States is famous for its thermal springs and old faithful geyser. The reason for this is simple -- it's sitting on top of the world's biggest volcano and geological experts are beginning to get nervous sweats. The Yellowstone volcano has a pattern of erupting every 650,000 years or so, and we're many years overdue for an explosion that will fill the atmosphere with ash, blocking the sun and plunging the earth into a frozen winter that could last up to 15,000 years. The pressure under the Yellowstone is building steadily, and geologists have set 2012 as a likely date for the big bang.


Reason six: The physicists


This one's case of bog -- simple maths mathematics. Physicists at Berkely University have been crunching the numbers. They've determined that the earth is well overdue for a major catastrophic event. Even worse, they're claiming that their calculations prove that we're all going to die, very soon. They are also saying that their prediction comes with a certainty of 99 per cent; and 2012 just happens to be the best guess as to when it occurs.

Reason seven: Earth's magnetic field

We all know the Earth is surrounded by a magnetic field that shields us from most of the sun's radiation. What you might not know is that the magnetic poles we call North and South have a nasty habit of swapping places every 750,000 years or so -- and right now we're about 30,000 years overdue. Scientists have noted that the poles are drifting apart roughly 20-30 kms each year, much faster than ever before, which points to a pole-shift being right around the corner. While the pole shift is under way, the magnetic field is disrupted and will eventually disappear, sometimes for up to 100 years. The result is enough UV outdoors to crisp your skin in seconds, killing everything it touches.

Dear Ila dd,

Hare Krishna! All Glories to Srila Prabhupada!

Thank you for prevoking me to write on the website with your interesting letter containing the 7 likely arguments for the end of the world in 2012 predicted by scientific experts, historians and followers of the Bible. I know it is creating a stir and some of our devotee friends are also very interested.

But if we get back to our basic Krishna conscious methodology we can see these predictions for what they are,-imperfect speculations. They are based on pratyaksha and anuman, that is direct perception and logic and argument.So, as such, they are not counted as absolute knowledge. Unless these lesser forms of evidence are supporting sabda (or hearing from Vedic authority) then they are not conclusive in themselves. Especially our seeing power is subject to imperfection as humorously revealed in the following morning walk in Chicago. Srila Prabhupada is of course representing the Vedic authority (shabda pramana) coming down in disciplic succession.

Prabhupada: ...we get so much description of the sky and planets, but they had no observatory. How it was possible? [break] ...they can see with the observatory? (laughs) [break]

Visnujana: ...see it themselves, Prabhupada. They don't want to just read it in books, they say.

Prabhupada: No, what they will see? That is my question. With these limited eyes?

Satsvarupa: But they say that even what they can't see, it's more of the same.

Prabhupada:
Huh?

Satsvarupa: They've made some conclusion by their mathematics as to what they can see. Whatever they can't see, it's still more of the same, material sky and planets. There's nothing beyond it.

Prabhupada: Then seeing and not seeing, the same thing? That is, means you see or not see... Is that mean, that seeing or not seeing? This is contradictory. Either you see or you don't see. These are two things. (laughter) But what is this "I see, I don't see"?

Visnujana: For that, they spend millions of dollars on a telescope.

Prabhupada: And just see. That which is impossible, they are trying for that. Punah punas carvita-carvananam [SB 7.5.30], chewing the chewed, that's all. When your senses are imperfect, then what you will see? Whatever you see, that is imperfect. So what is the meaning of seeing? Therefore our seeing is sastra-caksusat: "We should see through the authorized scriptures." That is our... You will see in the description of Sukadeva Gosvami of the whole universe, conclusion, Sukadeva Gosvami, "So far I have described as I have heard." He never says, "As I have seen." This is required. [break]

...that we believe in the creation. And others also, just like Christians, they also believe God created. But who has seen God is creating? Who has seen? Simply hear from God. He says, "I have created." That's all. But if you challenge, "I have not seen that You have created; neither I have seen You," then how can you believe? God says, "I have created," so those who are God believers, they will accept that. So what is the use of seeing again, observatory?

We trust in God, but don't trust in His word. This is going on. You write in America, "We trust in God," but don't trust in His word. (laughs) Just see.

If God you trust, then whatever God says, you believe. "No, that we cannot do." This is the (indistinct). [break]

Visnujana: Krsna is so opulent, why did He appear in the form of Lord Caitanya in such a poor village atmosphere?

Prabhupada: That is His opulence. Here the material man, if he is rich man, he cannot become a poor man. That means he is lacking that opulence. [break]
.
..opulence. Anor aniyan mahato mahiyan. He can become the bigger than the biggest and the smaller than the smallest. That is opulence. You cannot manufacture a mosquito. You can manufacture a 747, but manufacture a mosquito, then we shall know your science. (laughter) ...the same machine.

Otherwise how it is flying? [break] ...seen, so imperfect you are, that what are the machine there? And you are proud of seeing, nonsense. See the machine, where it is there, how the mosquito is flying.

Tamala Krsna: And one mosquito can produce many mosquitos.

Prabhupada: Yes. Everything is there complete.

Brahmananda: It doesn't crash either.

Prabhupada: No. (laughter) And still, these rascals, believing their eyes. What is the meaning of your eyes? You see, study mosquito. Not only mosquito, you will find at night I see a small insect, less than the magnitude of full stop. (Makes insect sound:) "Gu, gu, gu, gu." The same machine is there. Now see what is the machine there if you have such eyes. What is their answer? "In future." Just see. In future they will be able. Yes. [break]

Brahmananda: ...will say that nature has created such a...

Prabhupada: Then nature is greater than you. Then you are rascal. He knows, You have to accept, somebody is greater than you. He knows, you do not know. Learn from him.

Brahmananda: Well, they say that they can control nature.

Prabhupada: Again foolishness. That irritates me. When they speak like that, rascal, that irritates me. (laughter) Therefore I simply call them rascal. [break] Harav abhaktasya kuto mahad-gunah. They are claiming very, very, big man, but as soon as we see that he is not a devotee of Krsna, we reject, "He is a foolish." [break] There is... That is a fact, one case was going on, and the judge was dozing, like that. So his clerk warned, "You are dozing. Big, big lawyers, they are talking." "So let these rascals go on talking. I have already concluded my..., (laughter) what judgment I shall give. Let them..." (laughs) So our is like that. We don't hear these rascals. Our judgment is already there. They are rascals. That's all. Let them talk whole day and night. The judge said to the clerk that "I have already made my judgment, so let these foolish men go on talking." [break]

Morning Walk --
July 4, 1975, Chicago

So these predictions are made mostly by perhaps "well-meaning"(?) non-devotees receiving information independant of a live transmitting disciplic succession. So we cannot depend on their truth like we can the predictions in the Srimad Bhagavatam and other scriptures. Srila Prabhupada also did not predict a specific destruction in the near future. He always encouraged us to go on making "life time plans" for preaching this movement undeterred by war.

Krishna gives a prediction which is not any speculation but which corroborates exactly 100% with our imperfect pratyakasha and anuman evidences.

jatasya hi dhruvo mrtyur
dhruvam janma mrtasya ca
tasmad apariharye 'rthe
na tvam socitum arhasi


One who has taken his birth is sure to die, and after death one is sure to take birth again. Therefore, in the unavoidable discharge of your duty, you should not lament.

(Bhagavad-Gita 2:27)

So since we are all going to die sooner or later and there is precious little we can do to avoid this predicted global destruction let us just continue with our preaching duties gladly in the face of public speculative opinion and remember that Krishna will have the final say in whether this planet is destroyed or not as this nature is working under His direction (BG 9.10).

mayadhyaksena prakrtih
suyate sa-caracaram
hetunanena kaunteya
jagad viparivartate


TRANSLATION
This material nature, which is one of My energies, is working under My direction, O son of Kunti, producing all moving and nonmoving beings. Under its rule this manifestation is created and annihilated again and again.


Srila Prabhupada says:-

"That is advancement in Krsna Consciousness, to stick tightly to the desire or orders of the spiritual master; because my Guru Maharaja ordered it, and I am also ordering it: Go on preaching, spread this Krsna Consciousness all over the world",
Letter to: Trai -- Bombay December 27, 1972

So that is my response at this point. Other relevant sastric or practical input is welcomed.

Thank you,

Hoping that this finds you well in Krishna consciousness,

Your Wellwishing,

Mahavishnu Swami