Friday, June 11, 2010

Um Mundo sem Violência


A previsão é de que a populção mundial chegue a 9.1 bilhões de pessoas em 2050 e o apeite por carne e laticínios é insustentável, diz o relatório do programa ambiental da ONU (UNEP).
A agricultura, particularmente produtos de carne e laticínios, é responsável pelo consumo de cerca de 70% da água doce do mundo, 38% do uso de terra e 19% das emissões de gases estufa, diz o relatório que foi lançado para coincidir com o dia do meio ambiente (05 de junho).
Diz o relatório: “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam sustancialmente devido ao crescimento da população e o crescimento do consumo de produtos animais. Ao contrário dos combustíveis fósseis, é difícil produzir alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial de impactos somente seria possível com uma mudança de dieta, eliminando produtos animais.”
O painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com  mais crescimento econômico, eles disseram.
Professor Edgar Hertwich, o principal autor do relatório, disse: “Produtos animais causam mais dano que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. Biomassa e plantações para animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fóssil.”
Ernst von Weizsaecker, um dos cientistas que lideraram o painel, disse: “Crescente afluência está levando a um maior consumo de carne e laticínios – os rebanhos agora consomem boa parte das colheitas do mundo e, por inferência, uma grande quantidade de água doce, fertilizantes e pesticidas.”


Fonte: Guardian
Fonte: http://www.portaldomeioambiente.org.br/saude-e-meio-ambiente/4305-onu-recomenda-dieta-vegana-para-combater-mudanca-climatica.html

Wednesday, June 02, 2010

Delirante Ateista


Richard Dawkins passou grande parte do ano passado pensando em Deus. Em janeiro, estrelou um programa televisivo sobre Deus e a religião: The Root of All Evil? [“Raiz de todos os males?”]. Deus foi um assunto constante na sua nova página oficial. Dawkins brigou com Deus no rádio, falou de Deus para a revista TIME; chegou mesmo a ler um livro sobre Deus em público e em voz alta.

O livro, evidentemente, era o seu próprio: The God Delusion [traduzido no Brasil como Deus, um delírio]. Dawkins descreve-o como sendo “provavelmente a culminância” da sua guerra contra a religião. Embora seja um catatau de 416 páginas, trata-se de uma leitura fácil e, poderíamos dizer, leve. Há nele poucas coisas que Dawkins não tenha dito antes. O estilo é despojado e a estrutura, concisa.

O autor começa por isentar cientistas como Einstein de quaisquer suspeitas acerca de crenças religiosas e também por condenar o lugar privilegiado que a religião ocupa na sociedade. Depois, argumenta contra o agnosticismo, baseando-se na idéia de que a “hipótese Deus” é científica e, portanto, empiricamente verificável. Os dois capítulos subseqüentes são dedicados a desmontar os argumentos favoráveis à existência de Deus. Um deles trata do argumento ontológico, da primeira via de São Tomás e de diversos argumentos psicológicos; o outro detém-se exclusivamente no argumento do design inteligente.

Dawkins foca a sua atenção na religião em geral. Medita sobre as possíveis razões para a ubiqüidade da religião nas sociedades humanas e tenta explicar o sentido moral por meio do conceito darwiniano de seleção natural. Nos três capítulos seguintes, parte para a ofensiva: diz que os preceitos religiosos são imorais, que as crenças religiosas causaram a maioria dos problemas do mundo; chama de abuso mental a educação das crianças numa fé específica. O capítulo final traz a visão de Dawkins sobre o modo como a ciência pode ocupar o papel inspirativo que teria sido usurpado pela religião.

Se encarado como um trabalho sério, o livro tem poucos méritos. Há poucas referências diretas a textos de filosofia e teologia (ou mesmo de ciência, diga-se de passagem). Os argumentos mais ricos e conhecidos são os que menos atenção recebem: dedicam-se apenas três páginas a Tomás de Aquino. O tom de conversa confere ao texto clareza pelo preço da superficialidade; Dawkins esgrime abundantes metáforas, mas poucos argumentos. Atua como um franco-atirador. Se as pessoas acreditassem realmente em Deus, não se sentiriam tristes quando estão para morrer. O Deus do Antigo Testamento é “ciumento, mesquinho, injusto, implacável, opressor; um genocida vingativo e sedento de sangue”... (esse epítetos continuam por várias linhas). A maior parte do livro é constituída por episódios pessoais, piadas engraçadinhas sobre fundamentalistas cristãos, terroristas islâmicos e devoções populares católicas, e há ainda histórias de terror sobre o fanatismo religioso.

Popularidade e persuasão

Por outro lado, é quase certo que Dawkins não quis escrever um trabalho acadêmico. Afinal, ele ocupa a cátedra Charles Simonyi para a Compreensão Pública da Ciência, e “compreensão pública”, para Dawkins, significa somente duas coisas: popularidade e persuasão.

É certo que The God Delusion se tornou popular. Atingiu o segundo lugar na lista de mais vendidos da Amazon.com e atualmente o nono na seção de não-ficção em capa-dura do New York Times. Contudo, a obra deve ser vista num contexto mais amplo. Trata-se de um livro essencialmente moderno. Teve o seu terreno preparado pela série de TV The Root of All Evil? Foi inflado por uma legião de blogueiros e pela página oficial de Dawkins. Chegou tempestuosamente às prateleiras, “cheio de som e fúria”. Particularmente, eu estava esperando também bonés e adesivos de carro promocionais.

A personalidade e a posição de Dawkins asseguraram a popularidade de The God Delusion. E quanto à persuasão? Em primeiro lugar, deixemos claro que Dawkins queria uma persuasão de tipo psicológico. O autor diz explicitamente que deseja conscientizar o público para quatro pontos: a força da seleção natural como ferramenta de explicação do mundo; a educação religiosa como abuso infantil; a possibilidade de se ser feliz, equilibrado, e realizado moral e intelectualmente como ateu; e o “orgulho ateu” como um contraponto da perseguição aos ateus. Dawkins quer que as pessoas “enredadas na religião” sejam capazes de “sair do armário” e assumir o seu ateísmo.

Nesse sentido, o livro pode ser visto como um tipo de guia de auto-ajuda para ateus. O subtítulo poderia ser: Como eu descobri o ateísmo e como você também pode fazê-lo. Há um apêndice com entidades de apóio àqueles que precisam de “ajuda para escapar da religião”. Só faltou mesmo uma seção de encontros (ateu de 40 anos procura uma companheira…). Embora Dawkins ache a idéia do culto à personalidade algo “altamente indesejável”, conforme disse ao Sunday Times, o seu livro está abarrotado de episódios pessoais e risonhas digressões em louvor da sagacidade coletiva do autor e dos seus pares intelectuais. Espera-se que nos sintamos privilegiados por captar esse lampejo do sutil intelecto da elite evolucionista. Mas será que isso persuade alguém?

A seleção natural mal aplicada

A seleção natural é uma teoria extremamente poderosa e Richard Dawkins nutre uma paixão incomum por expressá-la. Ainda assim, cai numa redundância insolúvel ao aplicá-la à filosofia. Veja-se, por exemplo, a maneira como trata da moral. Sustenta que temos códigos morais porque estes foram uma vantagem seletiva no passado. Como sabemos que os códigos morais eram uma vantagem seletiva? Porque nós os temos. Expressando em silogismo:

1) Os códigos morais existem porque sobreviveram e foram bem-sucedidos.

2) Os códigos morais que sobreviveram e foram bem sucedidos existem.

3) Logo, os códigos morais existem porque existem.

Ficamos, portanto, com uma moral que tínhamos de ter: uma conclusão redundante e determinista. (Curiosamente, Dawkins simplesmente “não está interessado” no tema do livre arbítrio.) A mesma conclusão inadequada vale para as suas aplicações da seleção natural a todos os fenômenos metafísicos: Deus, a causalidade, a verdade e a própria existência. A seleção natural por si só não é capaz de explicar o "porquê" de nada.

A próxima conscientização de Dawkins – “não existe essa história de crianças cristãs” – é uma simples manifestação do seu preconceito anti-religioso. Ele admira-se de uma criança religiosa não seja considerada algo tão odioso como o seria uma “criança marxista” ou mesmo uma “criança atéia”. Será que a existência de crianças “inglesas” ou “indianas” o deixa igualmente nervoso? E um “criança judia”? E a “criança aborígene”? No fundo, Dawkins esconde o seu objetivo real – descolar a religião da identidade cultural – com uma acusação sentimental de abuso infantil. (Um dos subtítulos leva o tocante nome de “Em defesa das crianças”).

Acaso o livro de Dawkins atinge a sua meta principal? Fomenta o “orgulho ateu” e ajuda as pessoas que têm fé e inteligência a “saírem do armário”? Parte da resposta ainda está para ser vista. Uma outra parte, pequena, é evidente: as pessoas que concordam com Dawkins provavelmente vão achar o livro engraçado, e talvez desenvolvam um pouco de orgulho. O mais provável é que se tornem arrogantes.

A síndrome da torre de marfim

Pouquíssimas pessoas estão dispostas a seguir Dawkins sem restrições. Isso que ele poderia chamar de “destino solitário de um pioneiro intelectual” pode ser simplesmente a síndrome da torre de marfim. A revista The Economist foi uma das suas poucas fontes de apoio integral – o que não é surpresa. Mas o aliado mais próximo de Dawkins, Daniel Dennett, enxerga alguma utilidade na religião, e não está convencido de que ela devesse “votada à extinção”. O físico Lawrence Krauss, na revista Nature, desejou que o autor “não fosse além das suas forças” e evitasse fazer sermões. O marxista Terry Eagleton descreve Dawkins como alguém “assombrosamente sacana..., teologicamente analfabeto” que nem sequer fala por todos os ateus. Na verdade, Dawkins seria apenas um representante “da classe média liberal e racionalista da Inglaterra”.

Richard Kirk faz a crítica mais destrutiva do livro, ao qualificá-lo de “um exemplo de descaso..., uma diatribe gárrula e mal editada”. A crítica constante é de que Dawkins não conhece o seu inimigo; antes, põe um espantalho no seu lugar. Mas isso não é tudo. Dawkins confecciona um espantalho, mas acerta a sua lança nos blocos de feno que estão no cercado. Depois, pragueja contra o capataz que pôs o feno ali e castiga o gado por ter causado um alvoroço. Um exemplo desse seu comportamento quixotesco é o seu argumento central. Dawkins acredita que a assim chamada “hipótese Deus” – a de que “existe uma inteligência sobre-humana e sobrenatural que projetou e criou deliberadamente o universo e tudo o que ele contém, inclusive nós” – é cientificamente suscetível de ser verificada. Ciência, no sentido moderno, é o estudo das coisas naturais ou físicas. Pois então como pode verificar uma hipótese que é, por definição, sobrenatural e metafísica?

Dawkins, na verdade, não acredita que Deus é cientificamente verificável. Mas não admite nenhuma epistemologia além da ciência. O seu raciocínio pode ser resumido da seguinte maneira: não existe realidade imaterial, portanto Deus não existe. Não é de admirar que ele “não esteja interessado” no livre arbítrio, ou na razão da existência da própria matéria. Dawkins não esclarece nenhum problema filosófico real. É um positivista démodé que tem preconceito contra a metafísica; a sua verdadeira querela deveria ser com os estruturalistas e desconstrucionistas, pois foram eles que conduziram o positivismo à sua conclusão lógica e, para Dawkins, indesejada. Mas ele, evidentemente, não se incomoda com isso; toca o tema apenas de passagem ao qualificá-lo de “alta francofonia”.

Dawkins acredita que a maior partes das pessoas estaria delirando, mas alguém poderia perguntar se Dawkins está assim tão sóbrio. As suas afirmações acerca de perseguição e marginalização soam suspeitosamente como paranóia, a sua verborréia nauseabunda beira a obsessão, e ele demonstra uma profunda ausência de noção acerca da sua competência filosófica, ou melhor, da sua falta de competência filosófica. Este livro pode fazer Dawkins perder mais amigos do que ganhá-los. Pode ser que em breve ele esteja navegando sozinho – rumo a quem sabe onde – com a sua própria carga de delírios. Pelo menos, ainda poderá rir das suas próprias piadas.


Ganância e Destruição na Política Econômica Cega


Florestas em perigo


Você acredita que o agronegócio é o responsável por revisar o Código Florestal Brasileiro? Por mais absurdo que isso pareça, é o que vem acontecendo no congresso.

Um grupo de ruralistas está tentando destruir a legislação ambiental, reduzindo dramaticamente o tamanho das reservas ambientais. Isso lhes daria o direito de cortar 30% mais árvores na Amazônia e daria anistia a crimes ambientais. Nós precisamos mostrar nossa indignação e dizer a eles que o Brasil precisa de mais preservação, e não de desmatamento! Assine a petiçåo para salvar o Código no link abaixo:

http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/98.php?cl_taf_sign=6bv44er8


Para mais informações leia o alerta completo abaixo.

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Próxima terça-feira dia 1 de junho nossas florestas irão sofrer um ataque perigoso – deputados da “bancada ruralista” irão introduzir uma proposta para destruir o nosso Código Florestal, tentando reduzir dramaticamente as áreas protegidas, incentivando o desmatamento e crimes ambientais.

O que é mais revoltante, é que os responsáveis por revisar essa importante lei são justamente os ruralistas, representantes do grande agronegócio. É como deixar a raposa cuidando do galinheiro!

Há um verdadeiro risco da Câmara aprovar a proposta ruralista – mas existem também alguns deputados que defendem o Código e outros estão indecisos. Nos próximos dias, uma mobilização massiva contra tentativas de alterar o Código, pode ganhar o apoio dos indecisos. Vamos deixar claro para os nossos deputados que nós brasileiros estamos comprometidos com a proteção dos nossos recursos naturais – clique abaixo para assinar a petição em defesa do Código Florestal e depois encaminhe esta mensagem par os seus amigos:

http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/98.php?cl_taf_sign=6bv44er8

Enquanto o mundo todo está discutindo como preservar nossas florestas para futuras gerações, um grupo de deputados está fazendo exatamente o contrário: estão tentando entregar as nossas florestas para os responsáveis pela devastação e desmatamento do Centro-Oeste e da Amazônia. As alterações servem apenas para os latifúndios se expandirem mais, se houvesse uma revisão no Código, deveria ser para fortalecer proteções ao meio ambiente e apoiar pequenos produtores, e não para enriquecer o agronegócio.

As propostas absurdas

* Reduzir a Reserva Legal na Amazônia de 80% para 50%
* Reduzir as Áreas de Preservação Permanente como margens de rios e lagoas, encostas e topos de morro:
* Anistia aos crimes ambientais, sem tornar o reflorestamento da área uma obrigação
* Transferir a legislação ambiental para o nível estatal, removendo o controle federal

Essa não é uma escolha entre ambientalismo e desenvolvimento, um estudo recente mostra que o Brasil ainda tem 100 milhões de hectares de terra disponíveis para a agricultura, sem ter que desmatar um único hectare da Amazônia.

A proteção das floretas e comunidades rurais depende do Código Florestal, assim como a prevenção das mudanças climáticas e a luta contra a desigualdade do campo. Assine a petição para salvar o Código Florestal e depois divulgue!

http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/98.php?cl_taf_sign=6bv44er8

Estamos de mãos atadas, pois os interesses são impostos para nós como se não tivéssemos outra alternativa de escolha. Morrer ou destruir...